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Bacharel em Administração Pública pela Universidade Católica de Brasília e FACAPE/PE, consultor em administração pública e, em desenvolvimento organizacional, com 46 anos de experiência na área pública iniciada no Exército e, que continuo em toda extensão da vida civil. Responsável por relevantes trabalhos em importância e quantidade, na área de formação e relacionadas ao desenvolvimento da administração pública e das organizações civis; dentre os quais: implantação de entes públicos, reformas administrativas e institucionais, incluindo implantação de município recém-emancipado, planos de carreira, regime jurídico dos servidores, concursos públicos, códigos tributários municipais, defesas de contas públicas, audiências públicas, controle interno, normas de posturas e ambientais, etc. Com a atuação ativa na área da filantropia e das organizações sociais. Com passagens e atuação no Rio de Janeiro, Brasília, Bahia e Pernambuco, onde, inclusive, fixou residência.      

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Carnavalização do pré-sal. Artigo que é um registro histórico do Brasil atual


Nildo Lima Santos. Consultor em Administração Pública
Em brilhante artigo publicado, em 13/09/2008, na rede mundial de computadores (internet), no site www.parana-online.com.br, com o título “Carnavalização do pré-sal”, Hélio Duque – doutor em Ciências, área econômica, pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), autor de vários livros sobre a economia brasileira – por premonição, ou até mesmo, por claro conhecimento, sendo esta última hipótese a que mais tenho tendência a reconhecer! – já previa o que estava por vir a acontecer com a Petrobras. A propaganda sem limites do que era real ou sonho era inconfundível para os atentos observadores e conhecedores do comportamento dos que estavam e, ainda, estão à frente do comando desta Nação na ocupação dos mais altos cargos da República. Entretanto, nem ele, nem os mais astutos avaliadores e analistas políticos conseguiram prever a dimensão do tamanho da catástrofe que estava sendo gerada para o Estado brasileiro e o seu patrimônio que é o patrimônio nacional – incluindo a estatal Petrobras que os brasileiros tanto tinham orgulho, pelo que essa representava ao mundo. Orgulho brasileiro que se transformou em vergonha nacional e por consequência, mundial.  Mas, é forçoso reconhecermos que, Duque, com conhecimento e habilidade textual, registrou um perfeito diagnóstico do que estava por vir, com relação ao terrível enredo de drama carnavalesco desenhado para o sofrimento da Petrobras e do Estado brasileiro em suas múltiplas funções. Chamou-me a atenção excerto do seu artigo bem elaborado onde, categoricamente, lembrou-nos: “Em um país de memória rala torna-se importante recorrer à história, para desmitificar os assaltantes de feitos que tiveram outros autores.”
Talvez, não soubesse, ou não quis dizer, que os assaltantes de feitos, eram, também, os assaltantes do dinheiro público e, das esperanças de um povo que, ingenuamente, levados pelos plantadores de sonhos – malandros e espertos semeadores de ilusões! – se fizeram cúmplices em um dos maiores crimes praticados contra a humanidade, reconhecido pela lógica da relação dos Poderes com os poderosos bandidos instalados nos comandos maiores da Nação com as prerrogativas relacionadas ao direito e dever de fazer, no exercício de funções e atribuições típicas de comandos maiores do Estado. 
Destarte, o artigo de Hélio Duque, “Carnavalização do pré-sal” merece ser relido com as certezas que temos hoje e ser arquivado nos acervos da biblioteca nacional como um dos documentos históricos que refletem a realidade de um dado momento da história brasileira. E, pelo reconhecido valor, convido-os a visitarem o site, a seguir indicado, para ler na íntegra esse bom registro da história em forma de artigo:
Em destaque, excertos do artigo de Hélio Duque, in verbis:
“O consagrado escritor Lima Barreto já alertava que "o Brasil não tem povo, tem público". Para o filósofo francês Voltaire, "o público é uma besta feroz: devemos enjaulá-la ou fugir dela". E o sábio Sêneca proclamava: "Não confie muito em causa aplaudida pela multidão". São reflexões enquadradoras da demagogia populista geradora de falsas expectativas, formuladas ao longo do tempo, por notáveis figuras que enriqueceram o pensamento humano.
Estas considerações decorreram do uso abusivo do marketing eleitoral e demagógico que o governo vem fazendo do pré-sal como bandeira de exploração política. Chegando ao delírio e desrespeito litúrgico da própria função presidencial, pela linguagem chula e marginal usada pelo presidente da República: "Por isso que a água do mar é salgada? É por causa do pré-sal? Eu pensei que fosse por causa do xixi que as pessoas fazem na praia, no domingo". Para não ficar sozinho, a ministra Dilma Rousseff o saudou: "Voltamos ao Sítio do Pica-pau Amarelo. Aquele sítio era o Brasil. A Petrobras achou petróleo atrás do galinheiro do sítio". Objetivava homenagear Monteiro Lobato, pioneiro na luta do petróleo brasileiro.
[...].
O fato novo na história brasileira de petróleo é o volume das reservas localizadas na área de Tupi e Carioca, a mais de 300 quilômetros da nossa costa. Mas, para que isso acontecesse diferente do que acredita a ministra Dilma Rousseff, para quem "o futuro já começou e vem sendo construído pelo governo Lula", os semeadores desse futuro foram outros personagens. Em um país de memória rala torna-se importante recorrer à história, para desmitificar os assaltantes de feitos que tiveram outros autores.
[...].
A verdade histórica determina que é fundamental registrar que a descoberta de petróleo no mar, na Bacia de Campos, tem um único pai: o geólogo Carlos Walter Marinho Campos. Foi a sua determinação e coragem persistente responsável pela descoberta da maior província petrolífera do Brasil. Em 1973 demonstrou que havia indícios da existência de petróleo na parte submersa do poço 1-3-R-157, na área de Macaé. Diretor da Petrobras na área de exploração aprofundou as pesquisas em parte rasa da costa oceânica, com investimentos limitados.

[...].”



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