sexta-feira, 17 de setembro de 2010

REPUGNÂNCIA ÀS MENTIRAS E BANDIDAGENS DOS COMPANHEIROS

Nildo Lima Santos. Consultor em Administração Pública.
          Juro não mais suportar assistir aos jornais televisivos onde a cada falcatrua descoberta e, de autoria dos que ora dominam a política nacional são veiculadas por repórteres insensíveis como se tivessem noticiando fatos normais. Causa-me repugnância a aceitação geral – incluindo dos que fazem comunicação neste País – dos sucessivos escândalos e escárnios com a população brasileira, tanto da forma com que apresentam os fatos quanto do cinismo estampado, dos envolvidos em suas justificativas, que, infelizmente, são autoridades neste Brasil de bananas. Rogo a Deus que a passividade não me alcance nem tampouco a covardia do silêncio para que eu continue a me opor a cada dia aos que cinicamente mentem e despudoradamente assaltam os cofres públicos da Nação Brasileira; desde os de menor aos de maior representação no Estado, seja agente político, agente administrativo, ou homem comum.   
          Não aceito e repugna-me a certeza do crescimento dos que ora transformam o estado brasileiro em “Estado Bandido”. Não o aceitarei para o bem de meus descendentes e de minha velhice sem as nódoas na consciência. Não o aceitarei na certeza de que os que aí estão no domínio do Estado – salvando-se raríssimas exceções... mas, raríssimas mesmo! – não são de boa índole e não têm compromisso com a Pátria e, muito menos com o próximo, que não sejam apenas os seus familiares e comparsas da imensa quadrilha que assalta os cofres públicos diuturnamente sem cansaço. Protesto, portanto e, declaro não aceitá-los sobre nenhum pretexto, para que não leve à cova o castigo da subserviência e da omissão, mas, tão somente, as glórias – mesmo que sejam tão só minhas – de me opor ao que é impiedosamente imoral e desgraçadamente destrutível à sociedade brasileira.
          Que este meu desabafo seja o desabafo de tantos quantos não suportam mais as mentiras e as bandidagens dos “companheiros”.          

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

OS NÚMEROS DOS SILENCIOSOS NÃO COMPUTADOS NAS PESQUISAS ELEITORAIS

Nildo Lima Santos. Consultor em Administração Pública.

           As experiências acautelam-nos quando o assunto são números, resultados de pesquisas eleitorais. Primeiro pelo fato da dificuldade em se definir a proporção e tamanho da amostra em um universo de estratificação social complexa e às vezes, impossíveis de se chegar a um bom resultado e acerto, mesmo contando com a aplicação dos estudos estatísticos e suas difíceis equações matemáticas. Tomemos por exemplo uma pesquisa feita em uma sociedade onde, teoricamente, exista uma força política dominante considerada imbatível – seja esta imposta através da coerção sistemática ou através da mídia e, pior ainda, se através das duas situações – e, se coloquem nomes desta força à apreciação popular e nomes de seus oponentes. Teremos como resultados mais óbvios – tanto pelo temor quanto pela indução natural – dos que se manifestam: uma maior indicação para os que no momento representam o poder e, o contrário para os que os repudiam. Entretanto, nas pesquisas, somente são computadas as opiniões daqueles que queiram se manifestar; portanto, os que em hipótese nenhuma poderão representar com clareza e certezas absolutas a grande maioria nos múltiplos estratos sociais complexos e de acentuados graus de diferenças. Vez que, não se tem o registro dos que se recusam às pesquisas, quando abordados pelos pesquisadores e, portanto, nestes, pode-se muito bem ser reconhecida, na recusa ou no silêncio, a sua insatisfação que, geralmente é decorrente do sistema que o oprime ou que lhe é indesejável.

          Muitos resultados de eleições desfavoráveis aos números apurados pelas pesquisas nos dão esta certeza.  Portanto, os números das pesquisas poderão não representar a verdade das preferências. Principalmente neste momento onde estamos vivendo sob o domínio de um Estado Bandido e, do endeusamento, aparentemente, de um líder político que não mede as conseqüências para impor os seus interesses e dos que o seguem. Destarte, a aparência é de aprovação quase unânime. Mas... somente daqueles que concordaram em atender às pesquisas.

          Segundo, pelo fato de que, as pesquisas eleitorais, além da impossibilidade de traduzirem como verdades absolutas em um universo psicossocial totalmente heterogêneo e de difícil estratificação, são também, carregadas de vícios, desde os mais comuns, que são de atenderem aos interesses e conveniências de quem as contratam até a má elaboração dos questionários de pesquisas. Exemplo: uma coisa é perguntar: “- Quem você acha que vai ganhar a eleição? ... e a outra é perguntar: - Você vota em quem?” Na pergunta primeira poderemos obter como resposta o que nos parece ser possível, em razão de contextos, dentre eles a força e poder de determinado grupo e, portanto, o óbvio é que o representante de tal grupo obtenha maior número possível de indicações. Entretanto, quem deu a resposta não necessariamente vote na opção que indicou.

          Portanto, o já ganhou da Dilma é mera especulação para a acomodação da campanha do PSDB, cujos militantes deverão arregaçar as mangas; não para o grito de manifestação dos silenciosos, vez que, estes já têm as suas escolhas e, certamente, não estão com o poder que ora os domina. Mas, para que aqueles que se vendem e, os de pouca ou nenhuma consciência política que não admitem perder o voto, se confundam e, sejam levados a se decidirem somente no dia da eleição.

          Com certeza! ...estas eleições serão decididas pelos números dos SILENCIOSOS.