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Bacharel em Administração Pública pela Universidade Católica de Brasília e FACAPE/PE, consultor em administração pública e, em desenvolvimento organizacional, com 46 anos de experiência na área pública iniciada no Exército e, que continuo em toda extensão da vida civil. Responsável por relevantes trabalhos em importância e quantidade, na área de formação e relacionadas ao desenvolvimento da administração pública e das organizações civis; dentre os quais: implantação de entes públicos, reformas administrativas e institucionais, incluindo implantação de município recém-emancipado, planos de carreira, regime jurídico dos servidores, concursos públicos, códigos tributários municipais, defesas de contas públicas, audiências públicas, controle interno, normas de posturas e ambientais, etc. Com a atuação ativa na área da filantropia e das organizações sociais. Com passagens e atuação no Rio de Janeiro, Brasília, Bahia e Pernambuco, onde, inclusive, fixou residência.      

segunda-feira, 23 de maio de 2016

A desfaçatez do PT. Suspeitas convicções na dualidade de propósitos




Nildo Lima Santos. Consultor em Administração Pública

A Resolução do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), do dia 17 de maio de 2016, sobre a atual conjuntura política do Brasil tem o condão – que é de suma importância para o entendimento real do que vem a ser tal agremiação! – de deixar claro do que realmente essa agremiação representa para o País e a sociedade brasileira. Resolução esta que eviscera-o quando deixa claro à sociedade quais realmente foram os objetivos da tal agremiação política ou, facção criminosa – expressão esta que, também, lhe encaixa muito bem! – que sempre teve e tem como objetivos a ambiguidade de pregar a política do bem e para o bem e, ao mesmo tempo a de fazer o mal pelo mal à sociedade em nome de um certo bem que se misturam e se tornam dúbios. A desfaçatez do PT é impressionante!!!

Na Resolução mentem descaradamente quando afirmam e lançam à sociedade as suas verdades que já sabem, eles e o povo em geral, ser mentiras. Demonstrando destarte, a índole criminosa do grupo de líderes do partido e de limitado número de militantes de uma falaciosa política redentora que sabem eles não ser o objetivo principal, servindo apenas, tal retórica, para esconder suas intenções criminosas de assalto aos cofres públicos e que é possibilitado pelo domínio do Estado, e de preferência de sua totalidade para que se perenizem com seus descendentes nos poderes públicos por longos e longos anos. As ações do partido reconhecidamente não guardam coerência com o seu discurso. Mas, o discurso por si mesmo e, em si mesmo serve de referencial para o reconhecimento de que verdadeiramente se trata de uma facção criminosa em razão da gigantesca desfaçatez.

Que coerência existe no discurso quando, na reveladora Resolução, afirmam que foram descuidados: “(...) na reforma do Estado, o que implicaria a sabotagem conservadora nas estruturas de mando da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (...)”? ...tais expressões dúbias e suspeitas se tornam reveladoras quando comparadas com as afirmativas dentro do mesmo parágrafo que, também, informam terem se descuidado de: a) “(...) promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista”; b) “fortalecer a ala mais avançada do Itamaraty” e c) redimensionar sensivelmente a distribuição de verbas publicitárias para os monopólios da informação”. Como se admitir a existência da coerência, se por si mesmos, tais argumentos apenas justificam e, categoricamente, informam que as suas intenções sempre foram para a implantação na Nação Brasileira do: totalitarismo, forte aparelhamento do Estado e, da negação aos valores democráticos da convivência com os opositores e pensamentos contrários e, da liberdade de imprensa e de expressão.       

Destarte, a máscara caiu não tão somente pelas mentiras enumeradas no texto da reveladora Resolução como, também, pela realidade estampada cotidianamente vivida e grafada na imprensa nacional de tamanhos descalabros cometidos por bandidos travestidos de políticos enganadores que, malandramente tiveram a oportunidade de se chegar ao poder com discursos frágeis mas, eficazes em uma sociedade onde a maioria dos eleitores é de semianalfabetos, analfabetos funcionais e, oportunistas. E, daí, os bandidos prosperaram e, esqueceram da máxima maior para se perenizarem nos Poderes do Estado que era a de parecerem ser mais transformadores e, menos oportunistas. Mas, como dizem eles: “Se descuidaram!” Daí, forçosamente, não se tinha o que esperar a não ser a queda da máscara e da desfaçatez de políticos que se diziam honestos e supostamente com créditos para salvarem a pátria. Desta forma, passando a ser qualificados – nas várias instâncias das esferas policiais e judiciais! – como criminosos e, portanto, líderes de uma facção criminosa, talvez, a mais completa e eficiente no mundo!!!  

Preponderou, portanto, o império da desfaçatez de um partido que se faz ser reconhecido – pelo conjunto da obra! – como uma facção criminosa, em especial, por negar aos cidadãos os valores da democracia, conforme estão demonstrados em vários dos pontos da Resolução e, em especial, em suas conclusões quando afirmam, na maior de suas falácias que o PT foi: “(...), confinado à função quase exclusiva de braço parlamentar dos governos petistas e reordenado como agremiação fundamentalmente eleitoral. (...)”. Negando, portanto, que o Estado foi fortemente aparelhado, em suas múltiplas instâncias e Poderes pelos dirigentes e filiados petistas, ao tempo em que lamentam não ter podido maior aparelhamento dos Poderes da República, conforme se extrai do texto a seguir transcrito e que serve de alerta para finalização deste artigo:   

“A manutenção do sistema político e a preponderância excessiva da ação institucional acabaram por afetar fortemente o funcionamento do PT, confinado à função quase exclusiva de braço parlamentar dos governos petistas e reordenado como agremiação fundamentalmente eleitoral. A vida interna se estiolou, sob crescente influência de mandatos parlamentares e cargos executivos, cada vez mais autônomos em relação às instâncias partidárias. O partido perdeu capacidade de elaboração, formação e protagonismo na batalha das ideias. Milhares de novos filiados foram incorporados sem quaisquer vínculos com o pensamento de esquerda ou nosso programa.”




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