Estado Livre

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Bacharel em Administração Pública pela Universidade Católica de Brasília e FACAPE/PE, consultor em administração pública e, em desenvolvimento organizacional, com 46 anos de experiência na área pública iniciada no Exército e, que continuo em toda extensão da vida civil. Responsável por relevantes trabalhos em importância e quantidade, na área de formação e relacionadas ao desenvolvimento da administração pública e das organizações civis; dentre os quais: implantação de entes públicos, reformas administrativas e institucionais, incluindo implantação de município recém-emancipado, planos de carreira, regime jurídico dos servidores, concursos públicos, códigos tributários municipais, defesas de contas públicas, audiências públicas, controle interno, normas de posturas e ambientais, etc. Com a atuação ativa na área da filantropia e das organizações sociais. Com passagens e atuação no Rio de Janeiro, Brasília, Bahia e Pernambuco, onde, inclusive, fixou residência.      

sábado, 11 de março de 2017

A DETERIORAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO. Consequência já esperada


        ·         Nildo Lima Santos

Trabalho de estudos maçônicos apresentado há mais de 20 anos, na Loja Segredo Força e União de Juazeiro que já anunciava e informava a degradação do Estado Brasileiro. Aos estudos feitos naquela época, em leitura de textos de Ianni e Montesquieu, fazendo paralelo com os estudos e problemas brasileiros, em 1996:

“O Estado surgiu da necessidade do controle da perversidade humana praticada para atender aos anseios dos indivíduos em sociedade geral, surgida pelas carências individualizadas de cada ser humano.

A sociedade promove a nossa felicidade positivamente mantendo juntos os nossos afetos, enquanto que o governo age negativamente se contrapondo às liberdades individuais mantendo sob freio os nossos vícios.

A sociedade protege as liberdades enquanto que o governo pune. A sociedade é sob qualquer condição uma benção; o governo, inclusive na sua melhor forma, nada mais é do que um mal necessário, e na pior forma insuportável.

Nas teorias do Estado moderno, podemos conceituar, abandonando as demais formas de estado, apenas duas que a sociedade mundial gira hoje em derredor e de suas derivações, que são: a democracia e o liberalismo.

A democracia, como forma de governo é bem antiga. Definida pelos gregos como governo dos muitos, dos mais, da maioria, ou dos pobres. Em suma, segundo a própria composição da palavra: “como governo do povo, em contraposição ao governo de uns poucos”.

O pressuposto para a existência da democracia é de que: “O princípio de toda soberania reside essencialmente na nação. Nenhum corpo, nenhum indivíduo pode exercer uma autoridade que não emane expressamente da nação”. É o que está escrito na Declaração de 1789 dos Estados Unidos, supostamente tão copiada por nós brasileiros.

No pensamento liberal, o fim principal é a expansão da personalidade individual, mesmo se o desenvolvimento da personalidade mais rica e mais dotada puder se afirmar em detrimento do desenvolvimento da personalidade mais pobre e menos dotada.

Toda a história do pensamento político está dominada por uma grande dicotomia: organicismo e individualismo. Enquanto o organicismo considera o Estado como um grande corpo composto por partes que concorrem – cada uma segunda sua própria destinação e em relação de interdependência com todas as demais para a vida do todo, e, portanto, não atribui nenhuma autonomia aos indivíduos “uti singuli”, o individualismo considera o Estado como um conjunto de indivíduos e como o resultado da atividade deles e das relações por eles estabelecidas entre si.

Podemos dizer, com outras palavras que o indivíduo que é protegido pelo liberalismo não é o mesmo que é protegido pela democracia.

Diante destas complexas definições das teorias políticas, aumentadas com suas fusões e derivações, as sociedades requerem modelos e estereótipos dos países mais desenvolvidos que, sabiamente, estabeleceram as suas culturas nos países em desenvolvimento e subdesenvolvidos, através dos meios de comunicação para a implantação e aceitação nestes e por estes do neocolonialismo.

Desta forma, os cidadãos que fazem política municipal e regional, traça-a dentro deste prisma e, inconscientemente, sustentam todo um sistema de domínio internacional que tem como objetivo agravante a deterioração do Estado concorrente para a satisfação plena dos indivíduos da nação colonialista.

Surge então, o início da degradação do estado, daí a democracia se dá somente, na hora da escolha dos representantes impostos pelos vícios da sociedade já desvirtuada pela cultura neocolonialista passando então o povo representado a ser escravo dos seus representantes.

A sociedade passa a ser viciada através da imposição dos interesses individuais da minoria que, sob a proteção dos neocolonialistas, conscientemente ou inconscientemente lhes servem implantando o domínio legitimado pela grande massa humana inconsciente. Então, o que se vê é a mesma prática generalizada e aceita nas instituições civis, militares e eclesiásticas, onde passa a existir o mesmo método aplicado pelos neocolonialistas para o domínio do poder por um pequeno número de indivíduos, essencialmente, os mais individualistas, os mais ambiciosos, os oportunistas sem caráter, e os mais sequiosos do poder e domínio dentro da visão capitalista que é utilizada apenas como forma de sustentação dos poderes institucionais, sejam estes de esquerda ou de direita, negando-o em sua utilidade ao bem da sociedade e do sistema democrático. Os interesses se camuflam em uma simbiose de propósitos inconfessáveis e apenas socializados entre os membros do grupo político de domínio do estado. O ciclo vicioso então está implantado. Já não existe mais o estado de direito e o cidadão passa a ser mero instrumento de manobra do sistema dominante.

Os juízes já não são justos, os políticos, administradores públicos e demais agentes públicos são das piores espécies (traficantes, contrabandistas, corruptos, oportunistas, etc.). As instituições civis, militares e religiosas já não atendem aos anseios da sociedade e sobrevivem para a manutenção da concentração de poder nas mãos de poucos e, as controla através de artifícios vis.

Eis, então, o caos implantado sem retorno a não ser através de um intenso e exaustivo trabalho de conscientização pela educação e pela cultura sem a aceitação da imposição neocolonialista, de direita, centro ou de esquerda, através da imprensa falada, escrita e televisada, ou então, através do derramamento de sangue.

Destarte, será a oportunidade de um outro momento, onde não mais veremos um quadro onde os poderes da nação – executivo, legislativo e judiciário – se quedarem a um poder maior e de fato, como acabamos de ver e confirmar, recentemente, relacionados ao império dos sistema de comunicações das redes de televisão e dos jornais de maior circulação deste país, que condicionam a população a aceitações de situações antes impensáveis mudando comportamentos de jovens e do povo simples e despreparado para uma vida mais digna, a conscientizarem como coisa natural toda ordem de descalabros e conceitos que negam as tradições do povo brasileiro, dentre as quais, as Cristãs e patrióticas. Deteriora-se a sociedade ao bem maior dos que dominam o estado, sem a preocupação com a sociedade e suas novas gerações, com a pátria e sua soberania.  
    
Ficam como fecho deste trabalho, para reflexão, as seguintes máximas:

            -  De Paul Joseph Goebbells, ministro da propaganda nazista de Hitler:
         “Minta, minta o máximo que puderes sobre os teus adversários que, sempre no fundo, sobrarão resquícios de verdades.”

             -   E de Shakespeare, ao dizer:
         “Estou esperançoso de que com o maciço desenvolvimento das comunicações poderemos viver num mundo em que o livre acesso à mente das pessoas, em toda a parte, nos habilitará a realizar os nossos objetivos por meio da competição de ideias, em lugar das pressões dos armamentos e da força.”

Nas mãos de quem estão as comunicações e a grande maioria dos órgãos de imprensa de nosso País?! São à toa as concessões de canais de televisão e de estações de rádios a políticos e empresários...?! ...Tudo tem um objetivo: o de manipular a grande massa humana através das mentiras veiculadas a interesse do sistema político dominante sempre vinculados ao neocolonialismo – hoje representado por vários países vinculados a um sistema econômico que domina o mundo –, e de poucos indivíduos, geralmente, herdeiros do sistema político deixado pelos parentes do passado e do presente. Então, temos os piores políticos, os piores administradores públicos, as piores leis, e leis e instituições que não funcionam e o Estado Brasileiro completamente deteriorado.”


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