sábado, 11 de março de 2017

A DETERIORAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO. Consequência já esperada


        ·         Nildo Lima Santos

Trabalho de estudos maçônicos apresentado há mais de 20 anos, na Loja Segredo Força e União de Juazeiro que já anunciava e informava a degradação do Estado Brasileiro. Aos estudos feitos naquela época, em leitura de textos de Ianni e Montesquieu, fazendo paralelo com os estudos e problemas brasileiros, em 1996:

“O Estado surgiu da necessidade do controle da perversidade humana praticada para atender aos anseios dos indivíduos em sociedade geral, surgida pelas carências individualizadas de cada ser humano.

A sociedade promove a nossa felicidade positivamente mantendo juntos os nossos afetos, enquanto que o governo age negativamente se contrapondo às liberdades individuais mantendo sob freio os nossos vícios.

A sociedade protege as liberdades enquanto que o governo pune. A sociedade é sob qualquer condição uma benção; o governo, inclusive na sua melhor forma, nada mais é do que um mal necessário, e na pior forma insuportável.

Nas teorias do Estado moderno, podemos conceituar, abandonando as demais formas de estado, apenas duas que a sociedade mundial gira hoje em derredor e de suas derivações, que são: a democracia e o liberalismo.

A democracia, como forma de governo é bem antiga. Definida pelos gregos como governo dos muitos, dos mais, da maioria, ou dos pobres. Em suma, segundo a própria composição da palavra: “como governo do povo, em contraposição ao governo de uns poucos”.

O pressuposto para a existência da democracia é de que: “O princípio de toda soberania reside essencialmente na nação. Nenhum corpo, nenhum indivíduo pode exercer uma autoridade que não emane expressamente da nação”. É o que está escrito na Declaração de 1789 dos Estados Unidos, supostamente tão copiada por nós brasileiros.

No pensamento liberal, o fim principal é a expansão da personalidade individual, mesmo se o desenvolvimento da personalidade mais rica e mais dotada puder se afirmar em detrimento do desenvolvimento da personalidade mais pobre e menos dotada.

Toda a história do pensamento político está dominada por uma grande dicotomia: organicismo e individualismo. Enquanto o organicismo considera o Estado como um grande corpo composto por partes que concorrem – cada uma segunda sua própria destinação e em relação de interdependência com todas as demais para a vida do todo, e, portanto, não atribui nenhuma autonomia aos indivíduos “uti singuli”, o individualismo considera o Estado como um conjunto de indivíduos e como o resultado da atividade deles e das relações por eles estabelecidas entre si.

Podemos dizer, com outras palavras que o indivíduo que é protegido pelo liberalismo não é o mesmo que é protegido pela democracia.

Diante destas complexas definições das teorias políticas, aumentadas com suas fusões e derivações, as sociedades requerem modelos e estereótipos dos países mais desenvolvidos que, sabiamente, estabeleceram as suas culturas nos países em desenvolvimento e subdesenvolvidos, através dos meios de comunicação para a implantação e aceitação nestes e por estes do neocolonialismo.

Desta forma, os cidadãos que fazem política municipal e regional, traça-a dentro deste prisma e, inconscientemente, sustentam todo um sistema de domínio internacional que tem como objetivo agravante a deterioração do Estado concorrente para a satisfação plena dos indivíduos da nação colonialista.

Surge então, o início da degradação do estado, daí a democracia se dá somente, na hora da escolha dos representantes impostos pelos vícios da sociedade já desvirtuada pela cultura neocolonialista passando então o povo representado a ser escravo dos seus representantes.

A sociedade passa a ser viciada através da imposição dos interesses individuais da minoria que, sob a proteção dos neocolonialistas, conscientemente ou inconscientemente lhes servem implantando o domínio legitimado pela grande massa humana inconsciente. Então, o que se vê é a mesma prática generalizada e aceita nas instituições civis, militares e eclesiásticas, onde passa a existir o mesmo método aplicado pelos neocolonialistas para o domínio do poder por um pequeno número de indivíduos, essencialmente, os mais individualistas, os mais ambiciosos, os oportunistas sem caráter, e os mais sequiosos do poder e domínio dentro da visão capitalista que é utilizada apenas como forma de sustentação dos poderes institucionais, sejam estes de esquerda ou de direita, negando-o em sua utilidade ao bem da sociedade e do sistema democrático. Os interesses se camuflam em uma simbiose de propósitos inconfessáveis e apenas socializados entre os membros do grupo político de domínio do estado. O ciclo vicioso então está implantado. Já não existe mais o estado de direito e o cidadão passa a ser mero instrumento de manobra do sistema dominante.

Os juízes já não são justos, os políticos, administradores públicos e demais agentes públicos são das piores espécies (traficantes, contrabandistas, corruptos, oportunistas, etc.). As instituições civis, militares e religiosas já não atendem aos anseios da sociedade e sobrevivem para a manutenção da concentração de poder nas mãos de poucos e, as controla através de artifícios vis.

Eis, então, o caos implantado sem retorno a não ser através de um intenso e exaustivo trabalho de conscientização pela educação e pela cultura sem a aceitação da imposição neocolonialista, de direita, centro ou de esquerda, através da imprensa falada, escrita e televisada, ou então, através do derramamento de sangue.

Destarte, será a oportunidade de um outro momento, onde não mais veremos um quadro onde os poderes da nação – executivo, legislativo e judiciário – se quedarem a um poder maior e de fato, como acabamos de ver e confirmar, recentemente, relacionados ao império dos sistema de comunicações das redes de televisão e dos jornais de maior circulação deste país, que condicionam a população a aceitações de situações antes impensáveis mudando comportamentos de jovens e do povo simples e despreparado para uma vida mais digna, a conscientizarem como coisa natural toda ordem de descalabros e conceitos que negam as tradições do povo brasileiro, dentre as quais, as Cristãs e patrióticas. Deteriora-se a sociedade ao bem maior dos que dominam o estado, sem a preocupação com a sociedade e suas novas gerações, com a pátria e sua soberania.  
    
Ficam como fecho deste trabalho, para reflexão, as seguintes máximas:

            -  De Paul Joseph Goebbells, ministro da propaganda nazista de Hitler:
         “Minta, minta o máximo que puderes sobre os teus adversários que, sempre no fundo, sobrarão resquícios de verdades.”

             -   E de Shakespeare, ao dizer:
         “Estou esperançoso de que com o maciço desenvolvimento das comunicações poderemos viver num mundo em que o livre acesso à mente das pessoas, em toda a parte, nos habilitará a realizar os nossos objetivos por meio da competição de ideias, em lugar das pressões dos armamentos e da força.”

Nas mãos de quem estão as comunicações e a grande maioria dos órgãos de imprensa de nosso País?! São à toa as concessões de canais de televisão e de estações de rádios a políticos e empresários...?! ...Tudo tem um objetivo: o de manipular a grande massa humana através das mentiras veiculadas a interesse do sistema político dominante sempre vinculados ao neocolonialismo – hoje representado por vários países vinculados a um sistema econômico que domina o mundo –, e de poucos indivíduos, geralmente, herdeiros do sistema político deixado pelos parentes do passado e do presente. Então, temos os piores políticos, os piores administradores públicos, as piores leis, e leis e instituições que não funcionam e o Estado Brasileiro completamente deteriorado.”


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