Estado Livre

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Bacharel em Administração Pública pela Universidade Católica de Brasília e FACAPE/PE, consultor em administração pública e, em desenvolvimento organizacional, com 46 anos de experiência na área pública iniciada no Exército e, que continuo em toda extensão da vida civil. Responsável por relevantes trabalhos em importância e quantidade, na área de formação e relacionadas ao desenvolvimento da administração pública e das organizações civis; dentre os quais: implantação de entes públicos, reformas administrativas e institucionais, incluindo implantação de município recém-emancipado, planos de carreira, regime jurídico dos servidores, concursos públicos, códigos tributários municipais, defesas de contas públicas, audiências públicas, controle interno, normas de posturas e ambientais, etc. Com a atuação ativa na área da filantropia e das organizações sociais. Com passagens e atuação no Rio de Janeiro, Brasília, Bahia e Pernambuco, onde, inclusive, fixou residência.      

terça-feira, 14 de março de 2017

Descriminalização do “caixa dois”. A senha para as barbaridades do estado





*Nildo Lima Santos

O que os senhores políticos estão a dizer à sociedade sobre a descriminalização do “caixa dois” praticado despudoradamente e criminosamente por eles e suas agremiações políticas: “- Que o roubo ao estado pelos representantes desse estado, que se confundem com esse mesmo, é evidentemente crime cometido pelo estado. E, portanto, ao estado é dado o direito de cometer crimes contrariando as leis gerais e os princípios estabelecidos por ele mesmo, nesta situação, sendo o poder maior outorgado pelo povo através do processo de escolha dos dirigentes públicos. Destarte, pelos princípios da igualdade e da razoabilidade, caixa dois deixará de ser crime em toda sua extensão e daí, não mais existirá a possibilidade de incriminar qualquer cidadão comum ou empresário que promova arranjos em suas contas para a sonegação fiscal, seja através do ‘Caixa Dois’, ou não.” Daí se conclui que: a proposta é definitivamente destinada a se destruir de vez o Estado Brasileiro que, efetivamente, se consolidará como um Estado Bandido, tanto, pela liberalidade e tolerância às más práticas dos seus agentes representantes, quanto, pelo arcabouço das disposições das normas jurídicas negadas em seus princípios e nos princípios do Direito.


A conclusão é a de que: não teremos mais um Estado e uma sociedade organizada, mas, um ajuntamento de seres humanos desprovidos de qualquer sentido de civilidade e de razoabilidade, os quais, manter-se-ão vivos apenas pelo poder do mais forte pelo uso dos artifícios da barbárie. Então, as bombas que hoje servem para arrombar caixas eletrônicos, cofres de bancos, empresas de segurança e carros fortes, servirão também, para a destruição das rampas do Planalto e do Congresso Nacional e as colunas do Supremo Tribunal Federal. E, as armas que servem para a sustentação dos bandidos facínoras servirão, para o uso da grande massa de indivíduos barbarizados pelo Estado – que se fez bandido e se reforça neste sentido, na sua negação como estado legal e soberano. Daí já se justificarão as barbáries, no reconhecimento da legitimidade dos atos de barbárie praticados, como o “direito de barbarizar”. Um novo direito, evidentemente, com a origem nos costumes, mas, que enterrarão de vez o direito à segurança e à integridade física, que outrora era a obrigação do Estado a sua manutenção. E, como parte integrante desse ramo do direito, o do uso das armas que matam e intimidam na contenção dos agentes do estado. Sejam estes do fisco ou no exercício de quaisquer outras funções inerentes ao “poder de polícia administrativa ou judicial do estado”. O estado não mais será reconhecido pelos três Poderes da República que já se fazem em lama, mas, pelo império da barbárie e, tais Poderes, efetivamente e definitivamente, se transferirão para o domínio dos bárbaros que escravizarão parte da população através do terror imposto pela desordem e cujas leis serão os ecos da queima de pólvoras e o zunido das balas cortando os céus, corpos, carnes e almas em um País que outrora foi reconhecido como uma Nação formada por humanos, que gradativamente, perante o julgamento dos povos de outros países, já se reconhecem como animais irracionais e despudorados, sem a mínima credibilidade em todos os sentidos. É a isso que estamos caminhando a passos largos, já que estamos inseridos nesse processo ao longo de décadas que já são contabilizadas como décadas perdidas. Está faltando o quê, para a mobilização de alguma instituição que possa mais representar o poder do bem, neste País, na defesa da soberania nacional e do que resta de decência nesta Nação?!                 
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