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Bacharel em Administração Pública pela Universidade Católica de Brasília e FACAPE/PE, consultor em administração pública e, em desenvolvimento organizacional, com 46 anos de experiência na área pública iniciada no Exército e, que continuo em toda extensão da vida civil. Responsável por relevantes trabalhos em importância e quantidade, na área de formação e relacionadas ao desenvolvimento da administração pública e das organizações civis; dentre os quais: implantação de entes públicos, reformas administrativas e institucionais, incluindo implantação de município recém-emancipado, planos de carreira, regime jurídico dos servidores, concursos públicos, códigos tributários municipais, defesas de contas públicas, audiências públicas, controle interno, normas de posturas e ambientais, etc. Com a atuação ativa na área da filantropia e das organizações sociais. Com passagens e atuação no Rio de Janeiro, Brasília, Bahia e Pernambuco, onde, inclusive, fixou residência.      

sábado, 18 de março de 2017

Reforma Previdenciária Quanto à Profundidade: A farsa que se propaga





Nildo Lima Santos. Consultor em Administração Pública

Na verdade está tudo dentro do script. Tudo planejado para tirar o foco da lava jato, ao tempo em que, mobiliza toda a sociedade para as ruas, com a oportunidade para os sindicatos, já desgastados - que são de esquerda, cuja maioria segue a cartilha dos petistas! -, e militantes ganharem corpo em uma causa única promovida pelo governo em conluio com os seus comparsas das esquerdas e de um mesmo esquema de poder criminoso que assaltou este país. A regra é as esquerdas tomarem as ruas e, de preferência, ao lado do povo que reclama pela mesma causa e, daí, vão se tolerando e se aceitando em uma causa, em tese, que é de todos. Os parlamentares terão a oportunidade para se colocarem ao lado do cidadão trabalhador em desfavor da proposta do governo e, o governo com seus cúmplices terão um novo discurso para conter os ânimos dos que estão contra a podridão dos poderes da república, daí, os focos são desviados da lava-jato, da roubalheira dos líderes partidários, ex-presidentes, e de seus aliados políticos, do escandaloso assalto aos cofres públicos pelos empresários e políticos em geral. O foco passa a ser a previdência que tem mais de 70% da população ativa brasileira, na sua dependência, no presente e/ou no futuro. O coro nos gritos da esquerda e da direita, passará a ser um só e, portanto, passarão a ser confundidos uns com os outros, pela visão da população e efetivamente pelos eleitores, nas pautas do congresso e da imprensa em geral.  É a oportunidade para jogarem os botes salva-vidas para todos. O bote salva-vidas é efetivamente o recuo planejado e negociado do governo das suas propostas de reformas que existem apenas como estratégia de se manterem nos Poderes da República na geração de uma imensa confusão para a sociedade e, articuladamente, eles, os integrantes dos Poderes, na calada das noites desenharão mais uma triste história para esta Nação enganando-a e acomodando-a à aceitação de tudo que tramam que terá como resultados um amanhecer de dias de ilusão, decepção e penúria, sob as rédeas de um sistema criminoso que a cada dia lança suas teias de domínio para o rumo à eternização dos poderes dos bandidos. As Forças Armadas precisam estar alertas para o golpe que mais uma vez se desenha contra o Brasil.

A estratégia lançada pelos governantes, pela farsa nos objetivos, esperam que se cumpra e surta efeitos em suas intenções, já estando convictos que rigorosamente acontecerão – caso não haja uma intervenção e freio a tais propósitos –, dado ao fato de se saber qual o comportamento do povo brasileiro, quanto aos seus desvios de caráter que admite a tolerância aos oportunismos e crimes, quando diretamente e/ou indiretamente são obtidas vantagens individuais, mesmo que seja em detrimento do prejuízo da maioria da sociedade. Vez que, é a sociedade em geral, oportunista. Esta premissa se justifica na verdade de que o indivíduo: ao entender que continuará com os seus direitos previdenciários, em grande parte, através de uma reforma mais branda, onde ele sairá satisfeito, e essa sua satisfação, também, quando somadas com as de outros indivíduos, dão a ilusão de que todos os lados sairão ganhando: sindicatos, associações de classes, governo, e partidos políticos.

A conclusão, pelo bom estrategista e analista político, é a de que, o indivíduo e o povo em geral, serão condicionados a perdoarem àqueles que lhes garantiram a permanência dos seus direitos. Perdoar-se-á o que advogou o contrário dos seus interesses, mas, que em momento oportuno se rendeu aos seus pares. Perdoar-se-á o governo e os roubos dos políticos que assaltaram este País, considerando que a esses que lhes assaltaram e continuam assaltando, o perdão é devido por lhes terem favorecido, individualmente, e à classe trabalhadora coletivamente. Destarte, o passado se apaga da memória da população e, restará apenas como lembranças o que é recente e presente, isto é: “a gratidão aos políticos em geral, pela luta e empenho em manter os direitos, em favor do cidadão comum e trabalhador”. Os desagrados anteriores dos parlamentares deixarão de existir em função de um suposto benefício recente e, daí, pelo perdão em razão desta percepção, o congresso já reconhecido, no geral como inoperante e indecente, se fortalece. E, este em se fortalecendo, fortalecerá, também, o governo e todos os sistemas da República, atrelados uns aos outros numa cadeia vexaminosa e arriscada em uma República onde os Poderes já se caracterizam em um único Poder, dados os processos de escolha dos dirigentes públicos e ao sistema político eleitoral. Daí, os integrantes do sistema de indecentes, em especial, os líderes da República Brasileira, irão temer o quê? É efetivamente a estratégia da salvação do sistema dominante em todas as suas instâncias, uns segurando os outros. Então, os indecentes e as indecências, continuarão como antes. Tudo como dantes!!!     
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