quarta-feira, 20 de março de 2013

Políticos mensageiros da discórdia: calem a boca!



Nildo Lima Santos


Não é de hoje, que, para fazer política, políticos de esquerda se apegam a chavões jogando os seres humanos uns contra os outros. A rigor, jogando os que nada têm contra os que pouco têm; e, estes contra os que têm um pouco mais que eles – em termos de posses materiais. Gera-se, destarte, um fértil campo para a inveja de uns para com os outros que, comumente, ultrapassa esta fronteira e invade os terrenos: do desrespeito, da desordem, da desobediência e, o que é pior, os da inveja, agregando-os despudoradamente! Daí fica fácil se ter a compreensão dos desatinos de pessoas barbarizadas e ensandecidas que praticam toda ordem de crimes e ilícitos penais. Desde assaltos a bancos, shoppings, ônibus urbanos e interurbanos – que já são comuns em nosso país –  a latrocínios e invasões de terras, que já se transformaram em epidemias.

As violências geradas por esta barbárie têm origens e a conhecemos muito bem. E, se tornam mais graves quando são reproduzidas pelos que postulam e pelos que ocupam, ou ocuparam os mais altos postos de comando da república brasileira e, de instituições políticas na representatividade que lhes foi outorgada pela legislação brasileira. A prática política de jogar brasileiros uns contra os outros está se enraizando como um novo tipo de violência perversa e perigosa; dadas às circunstâncias da Nação brasileira – ainda, na condição de subdesenvolvida –, que tão cedo não conseguirá um razoável desenvolvimento econômico que permitirá a inserção da população, em geral, a bons níveis de segurança, confiança, educação, renda e de sua distribuição. Portanto, estas condições adversas somadas à ideologia mesquinha e irresponsável, criminosamente praticada pelos políticos e partidos de esquerda: de jogar indivíduos da população uns contra os outros a pretexto da necessidade da luta de classes para o reconhecimento de direitos e, do desenvolvimento social; internaliza um tipo de comportamento que se enraíza no subconsciente dos indivíduos, especialmente, nos mais jovens e menos preparados,  que é típico aos rudes e bárbaros. E, o que é pior: com a estapafúrdia justificativa da legitimidade reconhecida no discurso dos políticos e seus partidos. Destarte, para estes, toda violência se justifica por si mesma, principalmente, quando se trata de crimes relacionados ao patrimônio. É o tipo de comportamento que permanece em grande parte dos indivíduos até o fim da vida. Portanto, enquanto perdurar este tipo de política e de políticos, o Brasil continuará neste nível de empobrecimento moral e ético que somente propiciará o aumento e permanência da violência cujas forças da repressão natural através das leis e, das instituições legais constituídas, não mais darão resultados.           

É irresponsável e criminoso, portanto, culpar as elites e, unicamente, o capital pelas desgraças de uma Nação. Um país é feito de povo – gente que tem cérebro e, portanto, comportamentos – e, em sendo assim, o que deverão predominar são: a confiança de uns para com os outros, adquirida no respeito mútuo na complementaridade dos papéis e funções de cada um na sociedade. A sociedade é um todo que é feita pela soma de comportamentos e, em sendo assim, cada segmento tem o seu lugar específico e, como sistema estará sempre aberto a migrações e imigrações dos seus indivíduos que as compõem. É assim que funciona uma sociedade sadia e promissora e, não o inverso que se quer fazer entender alguns governantes e políticos, tradicionalmente, nas trincheiras da discórdia e, na apologia da violência contra tudo e contra o Estado; isto é, contra a Nação, por não a desejarem sadia em função dos seus mesquinhos propósitos que, são os propósitos da própria inveja que os ordena à vingança contra todos aqueles que outrora e no presente julgaram e julgam ser os seus inimigos, pela simples razão de serem socialmente e economicamente vencedores, em condição patrimonial e intelectual acima da média nacional.

As mensagens mentirosas e equivocadas, assim como os mantras, repetidamente propagadas pelos múltiplos meios de comunicações condicionam o indivíduo e, por consequência, na soma destes, formam o consciente coletivo que barbariza os que deles discordam e, sem entenderem, transformam-se, também, em vítimas de si mesmos.

Ao revoltado e/ou bárbaro por sina, não basta o roubo do celular, do carro, ou da carteira da vítima. Lhes bastarão, contudo, a vingança matando a vítima para lhe saciar o desejo sórdido que lhes foi condicionado na legitimidade consentida pelos não menos bárbaros políticos da esquerda. A estes, os políticos, não bastará tomar o poder dos seus opositores, em um sistema político que seja mais próximo ao sistema que se reconheça como democrático – já que para estes o que prevalece é a ditadura; mesmo que seja travestida de democracia, mas, que seja totalitarista sob o controle e poder de poucos: os companheiros. A estes bastará tão somente a morte dos oponentes.                  

Portanto, senhores políticos mensageiros da discórdia: calem a boca!

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