Estado Livre

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Bacharel em Administração Pública pela Universidade Católica de Brasília e FACAPE/PE, consultor em administração pública e, em desenvolvimento organizacional, com 46 anos de experiência na área pública iniciada no Exército e, que continuo em toda extensão da vida civil. Responsável por relevantes trabalhos em importância e quantidade, na área de formação e relacionadas ao desenvolvimento da administração pública e das organizações civis; dentre os quais: implantação de entes públicos, reformas administrativas e institucionais, incluindo implantação de município recém-emancipado, planos de carreira, regime jurídico dos servidores, concursos públicos, códigos tributários municipais, defesas de contas públicas, audiências públicas, controle interno, normas de posturas e ambientais, etc. Com a atuação ativa na área da filantropia e das organizações sociais. Com passagens e atuação no Rio de Janeiro, Brasília, Bahia e Pernambuco, onde, inclusive, fixou residência.      

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O Brasil!!! ...não tenho dúvidas: ...é um Estado Bandido!


Artigo publicado em setembro de 2010.


Nildo Lima Santos. Consultor em Administração Pública.

A sistemática desobediência às leis pelos figurões políticos que há anos dominam a política nacional e, por conseqüência, detêm o poder na representação do Estado Brasileiro em suas funções que são: as funções do Estado, ou simplesmente, as funções de governo, e a cooptação de aliados a qualquer custo para a formação da maioria no Congresso com a justificativa de se manter a governabilidade, combinados com a mistura endêmica dos Poderes da República, possibilitada pela mal elaborada estrutura de Estado a partir da constituição de 1988, mais os freqüentes crimes praticados contra o cidadão comum e contra os adversários e possíveis adversários do poder político dominante de então, aliadas às decisões do judiciário, sem as justas medidas atendendo às conveniências – principalmente, as políticas – em detrimento de direitos da sociedade e de cidadãos isoladamente, mais o vergonhoso e despudorado aparelhamento do Estado, na tolerância generalizada aos crimes protagonizados por figuras ligadas ao poder político dominante e, que lideram supostos movimentos sociais há mais de uma década, são os ingredientes de horror para a natural aceitação das quadrilhas que se formam em torno do butim de ouro (erário), para vilipendiarem a sociedade que assiste a tudo passivamente. 

A subordinação e subserviência das sociedades civis e seus líderes ao poder político dominante marginalizado e de marginais são submetidos cotidianamente: à violência crescente decorrente de crimes organizados e do tráfico de entorpecentes; a observarem passivamente, com naturalidade, como se fosse normal, o enriquecimento rápido de políticos, parentes destes e aliados sem justificativas aparentes. Portanto, as tentativas bem sucedidas de criminosos de se perpetuarem nos Poderes do Estado potencializam a marginalização dos agenes deste Estado onde as praticas de abuso de poder e de crimes contra a Administração Pública e contra a sociedade são em volumes absurdos com: a violação a sigilos fiscais e de correspondências nas instituições do Estado para usos ilegais e indevidos na chantagem política; as perseguições do partido que ora está no domínio político – e, eu sou uma das vítimas! –; as descomposturas costumeiramente presentes nos que ocupam os cargos de Estado, incluindo, os de Presidente da República e de Ministros; o império da mentira como arma de domínio pelos governantes e seus aliados; e o cinismo como regra daqueles que deveriam ser reconhecidos como referenciais de seriedade e honestidade. Por tudo isto e mais alguma coisa, é que não tenho dúvidas: “Estamos sob o império de um Estado Bandido – ímpar na história deste País.”


Por esta constatação – que não é única deste escriba –, há a necessidade de uma forte reação de parte da sociedade, instituições e cidadãos, que ainda não foram contaminados, para a correção dos rumos do Estado Brasileiro, que ora se deprecia em sua concepção como democracia saudável e necessária para a soberania do Estado e segurança para todos os indivíduos indistintamente. Portanto, retirar do processo de direção da Nação todos aqueles que se utilizam e se utilizaram de crimes, de qualquer ordem, para, à força e a qualquer custo, representarem o Estado. Deverão, também, se afastar da vida pública, todo os que, sem a justa representação nas instituições oficiais quando convocados pela sociedade, pegaram em armas contra os próprios irmãos para a tentativa da imposição das suas equivocadas ideias sobre determinado pensamento político degradante que somente satisfazem aos seus torpes ideais, em detrimento de toda sociedade brasileira. Devem, ficar de fora da vida pública, rigorosamente, os que na representação do Estado mentem fartamente sem vergonha e sem respeito às instituições e ao cidadão. E, avante, as instituições e homens de bem contra os que tomaram o Estado Brasileiro de assalto! 
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