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Bacharel em Administração Pública pela Universidade Católica de Brasília e FACAPE/PE, consultor em administração pública e, em desenvolvimento organizacional, com 46 anos de experiência na área pública iniciada no Exército e, que continuo em toda extensão da vida civil. Responsável por relevantes trabalhos em importância e quantidade, na área de formação e relacionadas ao desenvolvimento da administração pública e das organizações civis; dentre os quais: implantação de entes públicos, reformas administrativas e institucionais, incluindo implantação de município recém-emancipado, planos de carreira, regime jurídico dos servidores, concursos públicos, códigos tributários municipais, defesas de contas públicas, audiências públicas, controle interno, normas de posturas e ambientais, etc. Com a atuação ativa na área da filantropia e das organizações sociais. Com passagens e atuação no Rio de Janeiro, Brasília, Bahia e Pernambuco, onde, inclusive, fixou residência.      

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

O capital. Forma original do reconhecimento da democracia


Nildo Lima Santos. Consultor em administração pública. Especializado em políticas públicas UFPE-Recife


O capital é a forma mais original do reconhecimento da democracia. Raciocinemos retornando aos primórdios da humanidade, ainda, na época das cavernas. O homem para sobreviver tinha que adentrar na selva em busca de alimentos, frutos, raízes e caças. Então, requeria do indivíduo com essa função a coragem para enfrentar as diversidades e perigos em campo aberto e exposto às feras vorazes e carnívoras. A coragem, com certeza, não era para todos os indivíduos e, portanto, era o capital para quem tinha este atributo e, que, ao agrupamento de indivíduos em estágio pré-tribal e para si, propiciava a si, nas sobras, saciar a necessidade básica que é de alimentação. Outros indivíduos menos corajosos ou sem coragem nenhuma para encarar as feras, mas, com os atributos da observação e da Inteligência criativa, em segurança, desenvolveram, com certeza, outras habilidades, dentre as quais: às de confeccionar armas de caça (arpões, arcos, flechas e, lanças). Era, portanto, a indústria artesanal nos primórdios da humanidade e, era o capital que detinham para a satisfação das suas necessidades básicas na troca de tais instrumentos pelo excedente da caça do homem caçador. Daí, a conclusão que o produto artesanal, pela força do trabalho do artesão, considerada capital, transformava-se em outro capital mais duradouro e produtivo, que chamamos modernamente de bem de capital; vez que propiciava a geração de mais capital, tantas vezes fosse repetida em um processo de caça. Daí, naturalmente, a possibilitar a agregação de maior valor do que o valor de uma simples caça abundante e, presa mais fácil com o uso da arma que, inclusive proporcionava maior segurança. Daí reconhecermos as especializações: uns em caçar e outros em produzir instrumentos de caça. Na ocorrência repetitiva deste processo nas funções relacionadas: à organização rudimentar para a caça; à organização do trabalho de produção de instrumentos de caça; à segurança dos que ficavam nas cavernas e, à segurança dos caçadores; ao preparo dos alimentos; surgiram naturalmente, as relações econômicas e sociais e, portanto, a evolução destas relações que ainda ocorrem até os dias de hoje, inclusive, as que dão sentido ao conceito de democracia. Destarte, desde os primórdios é verdadeiro se afirmar que: “o capital propiciou e sempre propiciará o desenvolvimento da humanidade e, com isto, também, em grande escala o da democracia”.


Ainda, nos primórdios das cavernas, com o surgimento das funções básicas e determinantes da sociedade humana, devemos raciocinar que na história deve ter ocorrido o seguinte processo, simultaneamente com a fase mais primária das funções relacionadas à alimentação: na relação de troca do capital e da necessidade de segurança das famílias e dos indivíduos do grupo familiar, naturalmente, tenha se destacado como mais arguto mediador dos conflitos entre a troca de mercadorias – portanto relação capitalista – e, a orientação na organização do sistema de segurança do grupo, naturalmente, mais bem preparado, na arte de pensar e criar, passando então a ser o principal conselheiro do grupamento humano já visto a partir de então, em sociedade. Esta liderança, surgida do capitalismo, de forma natural, com a aquiescência da maioria dos indivíduos da sociedade pré-tribal – portanto, sem imposição –, poderemos reconhecer que ali já surgia o nascimento da democracia, vez que, se dava através da escolha, pelo reconhecimento, “do povo para o povo”. Portanto, é verdadeiro se afirmar que: “a democracia surgiu com o capital e, sempre andaram lado a lado”. Portanto, não é correto se afirmar que: “o capitalismo nega a democracia”. – Mas, muito pelo contrário: “o capitalismo propicia a manutenção da democracia”.      


Ao negar a relação do capital com a democracia, estar-se-á, portanto, cometendo crime contra o desenvolvimento da sociedade humana. Faz-se ressalva tão somente ao capital ilícito e, em menor proporção àquele onde uma nação se sobrepõe à outra através da exploração fácil, sujeitando-a à insuportáveis perdas de divisas. As conhecidas perdas internacionais. Mas, mesmo assim, ainda são capazes de buscar, através do sistema democrático a possibilidade da correção dos rumos por soluções negociais nos fóruns de União de Estados que, são os estágios mais altos das relações da sociedade humana para o atendimento de suas demandas de bens e serviços, dentre os quais os sociais, portanto, das demandas de capitais por terem agregados a si valores intrínsecos funcionando na base de permutações constantes e necessárias para a vida cotidiana da sociedade em geral.            



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