Estado Livre

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Bacharel em Administração Pública pela Universidade Católica de Brasília e FACAPE/PE, consultor em administração pública e, em desenvolvimento organizacional, com 46 anos de experiência na área pública iniciada no Exército e, que continuo em toda extensão da vida civil. Responsável por relevantes trabalhos em importância e quantidade, na área de formação e relacionadas ao desenvolvimento da administração pública e das organizações civis; dentre os quais: implantação de entes públicos, reformas administrativas e institucionais, incluindo implantação de município recém-emancipado, planos de carreira, regime jurídico dos servidores, concursos públicos, códigos tributários municipais, defesas de contas públicas, audiências públicas, controle interno, normas de posturas e ambientais, etc. Com a atuação ativa na área da filantropia e das organizações sociais. Com passagens e atuação no Rio de Janeiro, Brasília, Bahia e Pernambuco, onde, inclusive, fixou residência.      

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

O Estado Corrompido. Um artigo de 2008 que já revelava o Brasil atual



Artigo escrito e publicado em 2008 que já diagnosticava e chamava a atenção para o problema do Estado Brasileiro. Que republico-o ipsis litteris.

Nildo Lima Santos



            “Cada povo tem o governo que merece”. Nunca na história deste país, este ditado foi tão bem efetivo e reconhecido em sua assertiva, como está sendo nos efetivos dias do governo Lula. A palavra povo tem sentido geral e, infelizmente, alcança também àqueles que se contrapõem à determinadas ações do governo, e ao próprio governo em suas práticas. Povo, neste sentido, representa a maioria. Ufa!!! Felizmente! Senão o que seria para a minoria que tem a consciência do que está errado e, a consciência das mentiras, da má fé para com a sociedade – através da corrupção no aparelhamento do Estado – e do cinismo deslavado que passou a ser pré-requisito para a ocupação dos cargos da União, em toda sua extensão orgânica?! A minoria que teve a oportunidade da educação formal e familiar, principalmente, onde foi aprendido de que a mentira não compensa e do que é público é sagrado. Para a minoria que reconhece que a esmola oficial do Estado, através do “Bolsa Família”, não é distribuição de renda, mas sim, a forma mais cruel de aliciamento do cidadão, por condicioná-lo ao comodismo e à aceitação do Estado corrupto, sem a consciência dos direitos que estão a lhe tirar: com a imensa carga tributária imposta; com confiscos e restrições aos benefícios previdenciários a que tem direito, inclusive, os do salário de benefício mais digno sem o famigerado fator previdenciário; com a crise no sistema educacional que não propicia a educação de qualidade; e, com a crise no sistema de saúde que não propicia a assistência básica necessária e tão reclamada pela população nas filas da morte. Crises que são epidêmicas e ocasionadas pelos desvios e roubos costumeiros do dinheiro público, pelos padrinhos e, apadrinhados do Poder - ora Republicano - que se instalaram nos órgãos do Estado Brasileiro para onde levaram as velhas práticas crônicas do oportunismo e da corrupção sindical que, ao longo dos anos, livremente, vêm dilapidando o dinheiro do trabalhador para o benefício tão somente dos oportunistas de ocasião que dirigem as classes trabalhadoras do País, sem pudor e sem as alternâncias necessárias para que o processo democrático evolua e possibilite efetivamente dissipar todos os malefícios e, todos os vícios existentes na política sindical que se fortalece a cada dia com os instrumentos jurídicos oferecidos pelo Estado Brasileiro.

            A minoria - a que teve a oportunidade da consciência fácil do que está ocorrendo com o Estado Brasileiro -, reconhece que o Estado corre o risco em sua caminhada para a democracia plena e, tende a se transformar em uma ditadura. Não uma ditadura de classes, mas, a ditadura dos “Dirigentes das Entidades de Classes” que cambiaram os seus interesses das oportunidades econômicas que os Sindicatos e as Centrais Sindicais lhes ofereciam, para as oportunidades econômicas que o Estado Brasileiro está a lhes oferecer com fatores multiplicadores infinitamente superiores. As estratégias são as mesmas: das mentiras, do apadrinhamento, do clientelismo, do patrimonialismo, do nepotismo, da demagogia, da propaganda em abundância, da perseguição e, do aparelhamento.

            Portanto, para os que têm a consciência do que é o Estado, este Estado do momento está CORROMPIDO e não é o Estado ideal para a plena democracia e para o cidadão.

* Nildo Lima Santos é Bacharel em Ciências Administrativas, Pós-Graduado em Políticas Públicas e Gestão de Serviços Sociais e, Consultor em Administração Pública.                     


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