Estado Livre

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Bacharel em Administração Pública pela Universidade Católica de Brasília e FACAPE/PE, consultor em administração pública e, em desenvolvimento organizacional, com 46 anos de experiência na área pública iniciada no Exército e, que continuo em toda extensão da vida civil. Responsável por relevantes trabalhos em importância e quantidade, na área de formação e relacionadas ao desenvolvimento da administração pública e das organizações civis; dentre os quais: implantação de entes públicos, reformas administrativas e institucionais, incluindo implantação de município recém-emancipado, planos de carreira, regime jurídico dos servidores, concursos públicos, códigos tributários municipais, defesas de contas públicas, audiências públicas, controle interno, normas de posturas e ambientais, etc. Com a atuação ativa na área da filantropia e das organizações sociais. Com passagens e atuação no Rio de Janeiro, Brasília, Bahia e Pernambuco, onde, inclusive, fixou residência.      

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Eleições indiretas, diretas, ou gerais: não serão soluções ao Estado Brasileiro












*Nildo Lima Santos

Uma nação cujo povo elege como “modus de vida”: o oportunismo a qualquer custo e a esperteza de uns para com os outros, que culminam com o culto à descaração e aos descarados, bandidos travestidos de agentes públicos: onde os que escolhem – eleitores – não têm a mínima noção do porquê da escolha e o que se está posto para se escolher e para que fins será a escolha; onde os que se agremiam para indicações dos que serão submetidos à escolha, assim, o fazem com o pensamento de se darem bem financeiramente e economicamente, a despeito da lógica da honrosa oportunidade de servir a uma causa para o bem comum coletivo – transformando, destarte, tais agremiações em um bom negócio e, em muitos casos, propriedades de certos indivíduos e restritos grupos de dirigentes classistas e familiares que se elegem sistematicamente para ocupação dos cargos públicos; onde a maioria das agremiações políticas se comportam como verdadeiros antros de marginais e perfeitas quadrilhas, caracterizadas pelo “modus operandi” dos seus membros dirigentes; onde os educadores em nome de suposta democracia pregam o totalitarismo e comunismo como se fossem isso atributos da democracia, numa incoerência nojenta e lastimável; onde adolescentes e estudantes aliciados e alienados por educadores do mal, ou equivocados e idiotizados, têm o poder de escolher os dirigentes da Nação; onde a população ao invés de socorrer o motorista de um veículo acidentado prioriza o assalto dos valores que o veículo transporta; onde o indivíduo ao invés de preferir ao trabalho para se ter uma velhice e vida dignas, prefere a espera de esmolas do governo e de benefícios assistenciais pelo resto de sua vida; onde os que não adquiriram os atributos necessários para ocupação das funções públicas são os escolhidos pelos que detêm o poder de escolha em razão de serem destes os reais espelhos; onde os escolhidos em processos positivados (transformados em leis), são os oportunistas, bandidos e ignorantes membros dos partidos políticos e/ou arregimentados pelos mesmos; onde na suposta legitimidade na oportunidade da construção do processo de escolha dos dirigentes públicos, têm o poder de construir e destruir os sistemas do estado; onde os membros dos partidos políticos no exercício de suas funções têm as prerrogativas das indicações e escolhas para os cargos de direção do estado; onde a imprensa é um retrato da esculhambação – que é o estado de oportunistas; onde a oportunidade de servir ao estado se condiciona à aceitação da corrupção pela chantagem do próprio estado; onde os concursos públicos são fraudados à favor do aparelhamento do estado pela doutrina e interesses de grupos políticos partidários dominantes; onde sacerdotes das religiões Cristãs, se alinham ao comunismo como se fosse possível misturar o profano e anticristo ao sagrado; onde em função de todos estes fatores, o estado já se fez bandido - vez que, comandado por oportunistas e bandidos em todas as suas instâncias e poderes. Não há portanto, a mínima oportunidade de mudanças para este Estado através dos mesmos atores enraizados e presos à sua estrutura. Mesmo porquê, a sociedade em geral, se convocada para o processo de escolha, escolherá de acordo com as suas qualidades e virtudes, que, de fato não mais as têm.

Dentro deste raciocínio e lógica, não tem como se dar garantias à sociedade de que existirão mudanças efetivas para o Estado Brasileiro – que já pode ser reconhecido como um estado bandido –, através de simples eleições indiretas, eleições diretas, ou eleições gerais; considerando que: os protagonistas e coadjuvantes no processo de escolha serão os mesmos – eleitos e eleitores!!!

O remédio, portanto, deverá ser amargo e de efeito quase que imediato, para que não se comprometam mais gerações, considerando que, algumas já estão perdidas e sem esperanças.

Ao meu ver, a esperança somente existirá através de intervenções de instituições sólidas que historicamente têm representado esta Nação quando se tratou de riscos da perda de sua soberania e de sua identidade como “estado democrático e de direito”. Descartadas, portanto, os protagonistas da farsa da democracia: religiosos e políticos. Esperança, que estão perdidas, infelizmente, nestes malfadados tempos amargos de domínio do esquerdismo que se reforçou como ideologia num misto de política e banditismo.  

* Consultor em Administração Pública. Pós-graduado em políticas públicas e gestão de serviços sociais.
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