quinta-feira, 18 de maio de 2017

Eleições indiretas, diretas, ou gerais: não serão soluções ao Estado Brasileiro












*Nildo Lima Santos

Uma nação cujo povo elege como “modus de vida”: o oportunismo a qualquer custo e a esperteza de uns para com os outros, que culminam com o culto à descaração e aos descarados, bandidos travestidos de agentes públicos: onde os que escolhem – eleitores – não têm a mínima noção do porquê da escolha e o que se está posto para se escolher e para que fins será a escolha; onde os que se agremiam para indicações dos que serão submetidos à escolha, assim, o fazem com o pensamento de se darem bem financeiramente e economicamente, a despeito da lógica da honrosa oportunidade de servir a uma causa para o bem comum coletivo – transformando, destarte, tais agremiações em um bom negócio e, em muitos casos, propriedades de certos indivíduos e restritos grupos de dirigentes classistas e familiares que se elegem sistematicamente para ocupação dos cargos públicos; onde a maioria das agremiações políticas se comportam como verdadeiros antros de marginais e perfeitas quadrilhas, caracterizadas pelo “modus operandi” dos seus membros dirigentes; onde os educadores em nome de suposta democracia pregam o totalitarismo e comunismo como se fossem isso atributos da democracia, numa incoerência nojenta e lastimável; onde adolescentes e estudantes aliciados e alienados por educadores do mal, ou equivocados e idiotizados, têm o poder de escolher os dirigentes da Nação; onde a população ao invés de socorrer o motorista de um veículo acidentado prioriza o assalto dos valores que o veículo transporta; onde o indivíduo ao invés de preferir ao trabalho para se ter uma velhice e vida dignas, prefere a espera de esmolas do governo e de benefícios assistenciais pelo resto de sua vida; onde os que não adquiriram os atributos necessários para ocupação das funções públicas são os escolhidos pelos que detêm o poder de escolha em razão de serem destes os reais espelhos; onde os escolhidos em processos positivados (transformados em leis), são os oportunistas, bandidos e ignorantes membros dos partidos políticos e/ou arregimentados pelos mesmos; onde na suposta legitimidade na oportunidade da construção do processo de escolha dos dirigentes públicos, têm o poder de construir e destruir os sistemas do estado; onde os membros dos partidos políticos no exercício de suas funções têm as prerrogativas das indicações e escolhas para os cargos de direção do estado; onde a imprensa é um retrato da esculhambação – que é o estado de oportunistas; onde a oportunidade de servir ao estado se condiciona à aceitação da corrupção pela chantagem do próprio estado; onde os concursos públicos são fraudados à favor do aparelhamento do estado pela doutrina e interesses de grupos políticos partidários dominantes; onde sacerdotes das religiões Cristãs, se alinham ao comunismo como se fosse possível misturar o profano e anticristo ao sagrado; onde em função de todos estes fatores, o estado já se fez bandido - vez que, comandado por oportunistas e bandidos em todas as suas instâncias e poderes. Não há portanto, a mínima oportunidade de mudanças para este Estado através dos mesmos atores enraizados e presos à sua estrutura. Mesmo porquê, a sociedade em geral, se convocada para o processo de escolha, escolherá de acordo com as suas qualidades e virtudes, que, de fato não mais as têm.

Dentro deste raciocínio e lógica, não tem como se dar garantias à sociedade de que existirão mudanças efetivas para o Estado Brasileiro – que já pode ser reconhecido como um estado bandido –, através de simples eleições indiretas, eleições diretas, ou eleições gerais; considerando que: os protagonistas e coadjuvantes no processo de escolha serão os mesmos – eleitos e eleitores!!!

O remédio, portanto, deverá ser amargo e de efeito quase que imediato, para que não se comprometam mais gerações, considerando que, algumas já estão perdidas e sem esperanças.

Ao meu ver, a esperança somente existirá através de intervenções de instituições sólidas que historicamente têm representado esta Nação quando se tratou de riscos da perda de sua soberania e de sua identidade como “estado democrático e de direito”. Descartadas, portanto, os protagonistas da farsa da democracia: religiosos e políticos. Esperança, que estão perdidas, infelizmente, nestes malfadados tempos amargos de domínio do esquerdismo que se reforçou como ideologia num misto de política e banditismo.  

* Consultor em Administração Pública. Pós-graduado em políticas públicas e gestão de serviços sociais.
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